Sempre que vejo alguém perguntando se ainda vale a pena investir em uma Melissa, me sinto na obrigação de compartilhar minha experiência. Já tive pelo menos umas dez ao longo dos anos, e confesso: algumas me surpreenderam, outras me decepcionaram. Então, será que hoje, em 2025, Melissa ainda entrega o que promete?
Meu histórico com a marca
Eu comecei a usar Melissa lá pelos meus 15 anos. O cheiro marcante do plástico, o design diferentão, as collabs com estilistas famosos… Tudo isso me encantava. Eu achava um luxo ter uma sandália da Melissa no pé, mesmo sendo feita de PVC. Era quase um símbolo fashion pra quem queria estilo e conforto ao mesmo tempo.
Hoje, mais adulta e com um olhar mais crítico, comecei a avaliar com mais atenção:
- Durabilidade
- Conforto real
- Design versus praticidade
- Custo-benefício
E foi aí que comecei a repensar minhas escolhas.
O que mudou na melissa?
A verdade é que a marca passou por muitas transformações. Algumas boas, outras nem tanto. Para ilustrar melhor, fiz um comparativo pessoal com base nas sandálias que tive entre 2014 e 2024:
| Aspecto | Melissa Antiga (2010-2015) | Melissa Atual (2020-2025) |
|---|---|---|
| Cheiro | Intenso e duradouro | Mais sutil, às vezes ausente |
| Material | PVC mais rígido | Mais flexível e reciclado |
| Conforto | Mediano, principalmente sem meia | Maior preocupação com ergonomia |
| Design | Conceitual e ousado | Versátil, com linhas mais limpas |
| Preço | R$ 80 a R$ 150 | R$ 180 a R$ 400 |
| Sustentabilidade | Praticamente nula | Foco crescente em circularidade |
Ou seja, sim, muita coisa mudou — e algumas para melhor.
Quando vale a pena comprar melissa
Na minha experiência pessoal, eu acabei criando uma espécie de checklist mental antes de comprar qualquer sandália da Melissa hoje em dia. Aqui vai:
- Vou usar com frequência ou é só pelo design?
- Ela combina com roupas que já tenho?
- O modelo é confortável ou só bonito na prateleira?
- Encontrei em promoção ou o preço está justo?
- Preciso mesmo de mais uma sandália nesse estilo?
Esse tipo de autoanálise me ajudou muito a evitar compras por impulso. Porque, convenhamos, tem muita Melissa que é linda mas que machuca depois de 30 minutos de uso.
Modelos que me surpreenderam positivamente
Algumas sandálias da marca, confesso, me conquistaram pela qualidade e versatilidade. Destaco três que recomendo com segurança:
- Melissa Flox – uso até hoje, confortável, fácil de combinar e resistente.
- Melissa Possession – a releitura da clássica Aranha, perfeita para looks mais descontraídos.
- Melissa Megan – ótima para quem quer um modelo mais robusto e moderno.
Essas resistem bem ao tempo e continuam sendo boas opções até hoje.
E quando não vale a pena?
Agora, vamos ser sinceras: nem tudo é perfeito. Eu já tive experiências ruins com modelos que:
- Derreteram no calor (literalmente deformaram no sol)
- Fizeram bolha na parte de trás do pé
- Escorregavam muito em pisos lisos
- Tinham cheiro forte demais (e não de forma agradável)
Ou seja, nem toda Melissa é sinônimo de conforto e qualidade. Por isso, hoje eu escolho com muito mais cuidado.
- As sandálias da Tanara são indicadas para quem tem joanete ou calos?
- Vale a pena investir em uma sandália da Dumond ou é só nome?
- As sandálias da Vizzano são resistentes ou descascam fácil?
- A qualidade das sandálias da Beira Rio ainda está boa?
- As sandálias da Usaflex são boas mesmo para o dia a dia no trabalho?
- Alguém já testou sandálias da Modare para quem tem pé sensível?
Sim, as sandálias da Melissa ainda podem valer a pena — desde que você escolha com critério. Para quem busca design diferente, um toque fashionista e está disposta a pagar um pouco mais por isso, a marca ainda entrega.
Por outro lado, se você prioriza conforto extremo para o dia a dia ou está com o orçamento mais apertado, talvez existam opções mais vantajosas no mercado.