Gostaria de um violino de boa qualidade, mas com um preço mais acessível. Qual tipo de violino oferece uma boa relação custo-benefício?
Qual é o melhor tipo de violino para músicos que buscam uma opção mais acessível em termos de preço?
Eu comecei a estudar violino faz uns dois anos e, como estudante, meu orçamento era super limitado.
Depois de muita pesquisa e de conversar com outros músicos iniciantes, acabei comprando um violino da marca Cecilio, modelo básico mesmo.
Não é aquele som encorpado de um instrumento profissional, claro, mas o custo-benefício é muito bom. Vem com estojo, arco, colofônia e até um afinador digital.
O que me atraiu foi justamente isso: já vem com tudo pra começar, e o preço é bem mais baixo do que outros.
Hoje, com um pouco mais de experiência, vejo que talvez troque o arco e as cordas no futuro, mas o violino em si me serviu demais pra começar.
Na minha opinião, pra quem tá começando ou precisa economizar, vale muito procurar violinos seminovos.
Eu consegui o meu num grupo de músicos no Facebook e foi um achado! Era um Hofner alemão usado, que novo custaria uma fortuna.
Peguei por menos da metade do preço, e o som é infinitamente melhor do que os modelos super baratos e novos que vi por aí.
Às vezes a gente foca demais em comprar novo e esquece que tem muito instrumento bom por aí que só precisa de um dono novo e um ajuste no luthier. Foi a melhor decisão que tomei.
Fui bem relutante em investir num violino porque achava que era tudo muito caro, coisa de elite. Mas aí um amigo me recomendou um modelo da Stentor, que é britânica.
Peguei o Student II, que é feito justamente pra quem tá começando. É acessível no preço, e o
som é bem digno não parece de brinquedo, sabe?
Eu ainda uso ele hoje pra tocar em ensaios e pequenas apresentações. Claro que ele não se compara a um violino profissional, mas pra quem precisa de uma opção boa e não quer quebrar o cofrinho, é um baita custo-benefício.
Olha, depois de passar por três violinos baratos que simplesmente não me davam o som que eu queria, percebi que o barato pode sair caro.
Aí comecei a pesquisar por violinos artesanais de luthiers brasileiros, e me surpreendi. Tem muito profissional talentoso por aqui que faz instrumentos com materiais simples, mas com acabamento e sonoridade muito melhores do que os industrializados da mesma faixa de preço.
Paguei um pouco mais do que um violino de fábrica, mas ainda assim foi super acessível, e o resultado foi infinitamente melhor.
Galera é fácil aprender a tocar violino?
Quando falo pras pessoas que estou aprendendo violino, a reação quase sempre é a mesma: “Nossa, deve ser muito difícil!”. E elas têm razão.
É difícil sim, principalmente no começo. O som que sai parece mais um gato sendo pisado do que música. A afinação exige um ouvido muito treinado, e o arco precisa de uma leveza que a gente só aprende com o tempo.
Mas tem uma coisa: é um aprendizado que mexe com o emocional. O violino exige que você esteja presente, atento, concentrado.
E quando a gente acerta mesmo que só um trecho de uma música aquilo toca fundo. É como se fosse uma conversa entre você e o instrumento. Então, pra mim, é difícil sim… mas profundamente recompensador.
Eu comecei a aprender violino no impulso, achando que seria só seguir um cursinho no YouTube e pronto. Nos primeiros dias, me frustrei muito. Eu sou muito perfeccionista, então cada nota errada era uma tortura. E no violino, errar é regra no início.
Depois de uns três meses, acabei desistindo. Não por falta de amor pelo instrumento, mas por falta de paciência comigo mesmo. Hoje, vejo que o erro foi esperar resultados rápidos num instrumento que exige calma, constância e humildade.
De vez em quando, pego meu violino do armário, dou uma palhinha e penso: “Talvez esteja na hora de tentar de novo”.
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No começo, eu achava que nunca ia conseguir. Eu olhava aqueles vídeos de violinistas experientes e pensava: “Isso não é pra mim, é coisa de gênio”.
Mas aí eu me forcei a fazer um compromisso de tocar todos os dias, nem que fosse por 10 minutinhos. E essa consistência mudou tudo.
O violino exige disciplina e escuta. Aos poucos, meu ouvido foi ficando mais treinado, minha mão mais firme, e o arco parou de “pular” nas cordas.
Claro que ainda erro, ainda desafino, mas hoje tenho prazer em tocar. Percebi que o violino não se aprende na pressa, mas no silêncio do dia a dia.
Pra mim, o mais difícil no violino não foi nem a parte técnica, mas sim aprender a lidar com o processo.
A gente vive numa cultura do “tudo rápido”, e com o violino isso simplesmente não funciona. Você tem que errar muito, repetir mil vezes o mesmo trecho, aceitar que a evolução vem devagarinho.
O que me fez continuar foi o amor que tenho pela sonoridade do instrumento. Quando escuto um solo bonito, lembro porque comecei. Não é impossível, de jeito nenhum.
Mas é um caminho que só vale a pena se você aprender a curtir cada degrau, e não só sonhar com o topo.




