Eu já testei vários tablets ao longo dos últimos anos, tanto por necessidade quanto por pura curiosidade tecnológica. Quando a Xiaomi começou a se movimentar com mais força nesse mercado, confesso que fiquei empolgada. Afinal, a marca já entrega um ótimo custo-benefício em celulares, por que não esperar o mesmo dos tablets?
Bom… depois de usar alguns modelos e acompanhar lançamentos, posso dizer que a Xiaomi está no caminho certo, mas ainda tem pontos que, na minha opinião, precisam de mais atenção.
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Os acertos da Xiaomi no mercado de tablets
Vamos começar pelos pontos positivos, porque sim, a marca tem feito muita coisa boa nessa área. Olha só:
1. preço competitivo
Comparado com outras marcas como Samsung, Apple e Lenovo, os tablets da Xiaomi costumam chegar com preços mais acessíveis e hardware equivalente. Isso é ótimo pra quem quer fugir dos preços altíssimos, principalmente aqui no Brasil.
2. bom desempenho geral
Usei por um tempo o Xiaomi Pad 5, e fiquei impressionada com o desempenho. Para tarefas como:
- Navegar na internet
- Assistir a vídeos
- Usar redes sociais
- Fazer anotações com caneta stylus
Ele dá conta com bastante fluidez. O processador Snapdragon 860, por exemplo, entrega uma performance muito boa para um tablet intermediário.
3. acabamento premium
Outro ponto que me chamou atenção: o design e o acabamento. A Xiaomi vem apostando em modelos com corpo em metal, bordas mais finas e uma pegada elegante, que passa longe daquela aparência “barata”.
O que ainda falta pra Xiaomi dominar o mercado?
Apesar de todos esses acertos, ainda sinto que falta algo. Talvez seja justamente essa “coisa a mais” que outras marcas entregam com mais consistência. Abaixo explico melhor:
1. ecosistema ainda engatinhando
Se você já usou um iPad, sabe como tudo funciona em perfeita sintonia com o iPhone, o Mac, o iCloud, etc. No caso da Xiaomi, o ecossistema ainda não é tão integrado assim, especialmente fora da China.
- A MIUI for Pad até tenta adaptar os apps, mas ainda sinto algumas limitações na multitarefa.
- A sincronização entre dispositivos não é tão fluida.
2. acessórios de difícil acesso
Outro problema que enfrentei foi encontrar capas, películas, teclados e stylus compatíveis. Os acessórios oficiais existem, mas nem sempre estão disponíveis no Brasil, e os paralelos muitas vezes não funcionam bem.
3. atualizações limitadas
A Xiaomi tem melhorado nesse ponto, mas ainda peca nas atualizações de software. Com os tablets, o suporte costuma ser mais curto que o ideal, o que pode limitar a vida útil do aparelho no médio prazo.
Comparativo prático: Xiaomi vs concorrência
Abaixo montei uma tabela comparando rapidamente três tablets que já testei e como eles se saíram nos quesitos principais:
| Modelo | Desempenho | Tela | Acessórios | Sistema | Preço Médio |
|---|---|---|---|---|---|
| Xiaomi Pad 5 | Ótimo | 120 Hz, IPS | Pouca oferta | MIUI for Pad | R$ 2.000 |
| Galaxy Tab S6 Lite | Bom | LCD | Fácil acesso | One UI | R$ 2.200 |
| iPad 9ª geração | Excelente | Retina IPS | Excelente | iPadOS | R$ 3.000 |
- Samsung ainda é a melhor marca de tablet intermediário?
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- Qual marca de tablet tem o melhor suporte e atualizações no Brasil?
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Depois de usar os tablets da Xiaomi por um bom tempo, minha conclusão é: sim, a marca está mandando bem, especialmente quando o assunto é custo-benefício. Mas ainda falta aquela lapidada final pra que os modelos realmente brilhem em todas as áreas.
Se você quer um tablet com bom desempenho, tela fluida e preço justo, pode apostar sem medo no Xiaomi Pad 5 ou até esperar os próximos lançamentos da linha.
Agora, se busca algo com suporte de longo prazo, acessórios de fácil acesso e uma experiência mais redonda no sistema, talvez seja melhor considerar outras marcas — mesmo que isso signifique pagar mais.