Papel para aquarela: Canson ou Hahnemühle?

Sempre usei Canson, mas estou pensando em investir em papéis da Hahnemühle, que dizem ser mais profissionais. Alguém já comparou os dois?

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Olha, eu já usei os dois bastante e vou te falar: ambos têm qualidade, mas pra mim, a Hahnemühle tem um acabamento superior, especialmente quando estou trabalhando com muitas camadas de água.

A textura do papel deles, principalmente o da linha “The Collection”, é uma coisa de outro mundo. A tinta se espalha com mais suavidade, o tempo de secagem é mais equilibrado e consigo brincar mais com o degradê e o granulado das tintas.

Já a Canson, principalmente a linha Montval, é ótima pra estudo, rascunho e até algumas peças finais mais simples.

Mas quando quero algo com mais presença, pra uma exposição ou uma encomenda profissional, eu vou de Hahnemühle sem pensar duas vezes.

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Eu sei que muita gente ama a Hahnemühle, mas tenho um carinho enorme pela Canson, especialmente porque foi com ela que comecei.

Uso muito a Canson Heritage, que é 100% algodão e aguenta bem lavagens pesadas. Já testei o papel da Hahnemühle e achei bom, mas ele tem uma absorção um pouco diferente, que me deixa meio inseguro quando quero fazer aquele efeito molhado sobre molhado.

Além disso, o custo da Hahnemühle aqui no Brasil pesa no bolso. Com o que pago num bloco da Hahnemühle, eu compro dois da Canson e ainda sobra pra umas tintas. Pra quem tá produzindo em volume, isso conta muito.

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Testei os dois recentemente porque queria descobrir qual se dava melhor com os pigmentos que uso (sou viciada em aquarela da Schmincke).

E vou te dizer: Hahnemühle me surpreendeu. O papel é macio, tem uma textura linda e parece que segura os tons vivos por mais tempo.

Com a Canson, percebi que a tinta “assenta” mais rápido, o que pode ser bom pra certas técnicas, mas me atrapalha quando quero trabalhar áreas grandes com transição suave.

Senti que tinha que correr contra o tempo. Então, hoje em dia, reservo a Canson pra estudos rápidos e a Hahnemühle pras obras que quero emoldurar.

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Gente como saber se o papel aquarela é bom?

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Cara, já usei Canson Montval por anos, e achava excelente, mas quando pus a mão num bloco da Hahnemühle Cézanne… mudou meu jogo.

É outro nível. O papel da Hahnemühle parece absorver melhor, sem deformar tanto, e os pigmentos brilham mais. Só que vou ser honesto: é papel de luxo.

Eu ainda uso Canson pra rascunhos, sketchs e treinos. Já perdi um monte de folha tentando técnicas novas, então não vale o investimento caro da Hahnemühle pra isso. Mas se for pra uma peça final, especialmente se for vender, aí sim invisto na alemã.

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Eu já cometi vários erros tentando usar marcadores comuns em papel de aquarela. Eles simplesmente não aguentavam a porosidade e sugavam toda a tinta, manchando ou desbotando rápido.

O que me ajudou foi procurar marcadores à base de água, que se comportam melhor nesse tipo de superfície.

Prefiro os que têm dupla ponta, como a da Tombow, porque consigo tanto traços mais finos quanto preenchimentos maiores.

Outra dica que aprendi: sempre faço um teste no verso da folha antes de sair pintando o desenho principal. Assim evito estragar tudo com um marcador que não “casa” com o papel.

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O papel de aquarela tem uma textura muito específica, né? Eu só percebi o quanto isso influenciava nos marcadores depois que investi em alguns mais caros e mesmo assim o resultado não ficou legal.

Foi aí que entendi que não é só o marcador que tem que ser bom ele tem que ser compatível com o papel. Hoje em dia, antes de comprar um novo conjunto, eu vejo se ele é indicado pra técnicas mistas.

Alguns marcadores alcoólicos, por exemplo, não se dão bem com o papel de aquarela, porque a absorção é muito intensa e o traço perde definição. Agora dou preferência para marcas que têm pigmentos mais densos e não escorrem com facilidade, como a Winsor & Newton BrushMarker.

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Eu trabalho com ilustração botânica, então preciso de precisão e suavidade na cor. Não foi fácil encontrar marcadores que funcionassem bem no papel de aquarela.

O problema mais comum que enfrentei era o sangramento da tinta pelas fibras do papel. Aprendi a priorizar marcadores com pontas de pincel (tipo brush pen), que são mais suaves no contato e deixam o pigmento mais concentrado.

Os da Kuretake me surpreenderam bastante. São japoneses, com uma qualidade excelente, e ficam lindos no papel de aquarela.

Outra coisa que observo é o tempo de secagem os que secam rápido demais não permitem esfumar, e os que demoram muito acabam manchando. Tem que achar o meio-termo.

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No início eu achava que se fosse uma marca famosa, tipo Copic ou Promarker, ia servir bem pro papel de aquarela. Mas aprendi da pior forma que marcador alcoólico e papel de aquarela não combinam muito bem.

O papel chupa tanto álcool que a tinta se espalha, cria contornos borrados e a cor não fica uniforme.

Depois de errar bastante, comecei a pesquisar marcadores mais voltados pra lettering e caligrafia artística, e foi aí que me apaixonei pelos da Ecoline.

Eles são à base de água, pigmentação intensa e você ainda consegue misturar com pincel úmido. Ou seja, é tipo um híbrido entre marcador e aquarela líquida. Ideal pro papel de aquarela.

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